A presença de animais silvestres, como lobos-guarás, onças, tatus e capivaras, é uma realidade constante nas rodovias concedidas do estado de São Paulo. Para garantir o equilíbrio entre o tráfego de veículos e a preservação da biodiversidade, a Artesp (Agência de Transporte do Estado de São Paulo) intensificou a implementação de passagens de fauna, estruturas projetadas para permitir o deslocamento seguro dos animais sem que precisem acessar a pista de rolamento.
Infraestrutura estratégica e números
Atualmente, o sistema rodoviário sob concessão conta com 415 passagens de fauna em pleno funcionamento. O planejamento da agência prevê a instalação de mais 121 novas estruturas. Grande parte desses dispositivos é composta por passagens subterrâneas, que utilizam galerias de drenagem, bueiros e pontes adaptadas. Além disso, existem passagens aéreas e viadutos vegetados, fundamentais para primatas e outras espécies que dependem da arborização para transitar.
Destaques de infraestrutura incluem a Rodovia dos Tamoios, que abriga o primeiro viaduto vegetado do estado, e a Rodovia Antônio Machado Sant’Anna (SP-255), que conta com a primeira passagem aérea suspensa voltada exclusivamente à fauna. Outros projetos relevantes estão em curso em rodovias como o Rodoanel Norte e nas concessões da Eixo SP e Entrevias.
Proteção ambiental e segurança do usuário
A importância dessas estruturas vai além da proteção animal, impactando diretamente na segurança dos motoristas. Atropelamentos de animais de grande porte representam um grave risco de acidentes nas estradas. Por isso, as concessionárias adotam um protocolo de monitoramento que inclui:
- Instalação de cercas de direcionamento para guiar os animais às passagens.
- Sinalização de advertência em pontos críticos.
- Fiscalização constante por câmeras e equipes de inspeção de tráfego.
- Redução de velocidade em áreas próximas a habitats naturais.
Como o motorista deve agir
Ao avistar um animal na pista ou nas margens da rodovia, a recomendação da Artesp é clara: o condutor deve reduzir a velocidade gradualmente, sem realizar manobras bruscas ou mudanças de faixa repentinas. É proibido buzinar ou utilizar farol alto para tentar afugentar o animal, pois o comportamento do bicho pode se tornar imprevisível e aumentar o risco de colisão. Caso identifique um animal em perigo, o motorista deve contatar imediatamente a concessionária responsável pelo trecho, utilizando os canais de atendimento e o sistema de socorro da via.
Novos contratos, como os da Nova Raposo e Rota Sorocabana, já nascem com o compromisso de investimento de R$ 16,9 milhões em 50 novas passagens de fauna, reforçando a estratégia do estado de conciliar mobilidade e meio ambiente.
Com informações de Agência SP.


