A Universidade de São Paulo (USP) consolidou mais uma vez o seu papel de protagonista no cenário científico internacional. Segundo o ranking divulgado no dia 4 de novembro pelo Centro de Estudos em Ciência e Tecnologia (CWTS) da Universidade de Leiden, na Holanda, a instituição brasileira ocupa a 22ª posição entre as universidades que mais produzem pesquisa no mundo. Embora tenha apresentado uma leve oscilação de cinco posições em relação ao levantamento anterior, a USP permanece como a única universidade ibero-americana a integrar o seleto grupo das 100 melhores do planeta.
Metodologia e impacto científico
A classificação baseia-se na análise de publicações contidas na base de dados Web of Science, abrangendo o período de 2021 a 2024. Ao todo, 1.618 universidades foram avaliadas nesta edição. O desempenho da USP destaca-se não apenas pelo volume de publicações — foram 19.660 artigos no período —, mas pela qualidade, já que 41,3% desse conteúdo está posicionado entre os 50% melhores do mundo em suas respectivas áreas.
- Impacto científico: 22ª posição.
- Colaboração internacional e industrial: 21ª posição.
- Acesso aberto: 21ª posição.
- Diversidade de gênero: 3ª posição mundial.
O indicador de diversidade de gênero coloca a USP no pódio global, atrás apenas da Universidade de Harvard e da Universidade de Toronto, reforçando a importância do aumento da participação feminina na autoria de artigos científicos.
Referência nacional
Dentro do território brasileiro, o desempenho da USP se sobressai perante as demais 38 instituições nacionais listadas. A Universidade Estadual Paulista (Unesp) aparece na 184ª posição, enquanto a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) figura na 212ª colocação. A presença dessas instituições reforça a importância das universidades públicas paulistas para o desenvolvimento da ciência no país.
Futuro das avaliações e dados abertos
O CWTS também apresentou o Leiden Ranking Open Edition, que utiliza dados da plataforma OpenAlex. Nesse modelo, mais inclusivo e focado em transparência, a USP atingiu a 26ª colocação entre 3.049 universidades. A organização holandesa confirmou que, a partir de 2027, a versão aberta se tornará o padrão oficial, alinhando-se a movimentos globais que defendem a democratização das informações científicas.
Excelência no mercado de trabalho
Além da produção acadêmica, a USP também foi reconhecida pela capacidade de inserir seus alunos no mercado. No Global Employability University Ranking and Survey (GEURS), divulgado em 28 de outubro, a universidade alcançou a 89ª posição entre as melhores do mundo no quesito empregabilidade. O estudo, que ouviu mais de 15 mil empregadores em 40 países, reafirma o impacto da formação da USP para a carreira de seus graduados. Outras instituições como a FGV, Unicamp e Unesp também aparecem entre as 300 melhores avaliadas pelo levantamento.
Com informações de Agência SP.


