Notícias — Mauá Agora
NOTÍCIAS

Projeto ‘Tá Entregue’ da Polícia Civil recupera mais de 2 mil celulares em Minas Gerais

A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) alcançou um marco expressivo no combate aos crimes contra o patrimônio com o projeto “Tá Entregue”. Desde o início da iniciativa, em dezembro de 2024, a corporação conseguiu localizar 2.241 aparelhos celulares que haviam sido subtraídos ou extraviados. Destes, 1.743 já foram devolvidos aos seus legítimos proprietários, trazendo alívio para centenas de vítimas que, muitas vezes, já não esperavam recuperar seus bens.

Expansão para o interior e alcance do projeto

O sucesso da iniciativa, que inicialmente estava centralizado em Belo Horizonte e sua Região Metropolitana, impulsionou uma expansão significativa. Na quinta edição do programa, ocorrida entre agosto e setembro de 2026, a Polícia Civil estendeu suas operações para todos os 19 departamentos da instituição no estado. O alcance foi ampliado para 270 municípios e distritos, contando com o empenho de 74 delegacias regionais e 221 delegacias especializadas.

Para a vítima Bruna Chaves Souza, de 36 anos, a devolução do aparelho, furtado há mais de um ano e meio, foi motivo de celebração. “Eu já tinha até perdido as esperanças de encontrá-lo e hoje estou com ele em mãos. A felicidade está a mil, nem estou acreditando”, afirmou. A restituição dos aparelhos é um serviço de impacto direto para o cidadão, que recupera não apenas o valor econômico, mas todos os documentos e registros digitais armazenados no dispositivo.

 
 
   

Inteligência policial e tecnologia no combate à receptação

A estratégia central do “Tá Entregue” baseia-se na análise rigorosa de dados e na utilização do código IMEI, que funciona como a identidade única de cada celular. A PCMG cruza as informações de boletins de ocorrência de furtos e roubos com os registros de aparelhos que continuam ativos na rede. Quando o dispositivo é localizado em posse de terceiros, a polícia realiza uma intimação eletrônica para que o atual usuário apresente o bem e forneça esclarecimentos.

Além da entrega física, o projeto é uma ferramenta estratégica de investigação. Conforme explica a delegada Amanda Pires, diretora de Estatística e Análise Criminal da PCMG, o trabalho permite mapear a cadeia de receptação desses itens. “A identificação do atual usuário permite ampliar as informações sobre a circulação dos celulares subtraídos e subsidiar a investigação dos crimes patrimoniais”, esclarece a delegada.

Impacto social e próximos passos

A iniciativa reforça o papel da Polícia Civil na sociedade. A delegada-geral Letícia Gamboge, chefe da PCMG, ressalta que o projeto “demonstra que, ao combinar inteligência, tecnologia e atuação policial, o projeto amplia a capacidade de recuperar bens furtados ou roubados, fortalece o enfrentamento da receptação e aproxima a Polícia Civil do cidadão”.

  • Foram recuperados 2.241 aparelhos até o momento.
  • Mais de 1.700 vítimas já foram beneficiadas com a devolução.
  • A 5ª edição abrangeu 270 municípios mineiros.
  • Novas entregas estão previstas para moradores que residem a mais de 50 km do local de recuperação, facilitando o acesso ao serviço.

Com informações de Agência Minas.