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Bradesco impõe “trava” nas salas VIP, entenda as novas regras e o que muda na prática

Bradesco impõe “trava” nas salas VIP: entenda as novas regras e o que muda na prática

Se você tem cartão premium do Bradesco, é melhor ficar atento: o banco passou a aplicar uma série de regras que mudam completamente a forma de usar salas VIP Bradesco e outras— principalmente em aeroportos movimentados como o Aeroporto Internacional de São Paulo/Guarulhos.

A principal novidade é a chamada “trava de acesso”, que já começa a impactar quem fazia uso mais frequente dos lounges.

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A nova trava: o que mudou?

A regra mais importante é direta:

Após acessar uma sala VIP, você precisa aguardar entre 2 e 5 horas para entrar em outra sala no mesmo aeroporto.

Ou seja:

  • Não dá mais para “pular” de lounge em lounge
  • Não dá para usar múltiplas salas na mesma conexão
  • O uso ficou mais controlado e limitado

E tem mais:

Você não pode acessar outra sala VIP no mesmo aeroporto logo em seguida, mesmo que seja de outra bandeira ou programa vinculado ao cartão.


Exceção importante: restaurantes continuam liberados

Aqui está um detalhe que pouca gente percebeu:

A trava não bloqueia o uso em restaurantes parceiros.

Isso significa que:

  • Você pode usar o benefício em restaurantes (via programas como Priority Pass ou DragonPass)
  • Mesmo após ter utilizado uma sala VIP
  • Sem precisar esperar o intervalo de horas

Na prática: o banco restringe lounge, mas mantém alternativa de consumo.


Outras regras que estão sendo aplicadas

Além da trava de tempo, o Bradesco vem adotando outras limitações que fazem parte de um movimento maior do mercado:

1. Controle mais rígido de acessos

  • Limitação de entradas por ano
  • Compartilhamento com convidados reduzido
  • Regras diferentes para adicionais

2. Limite de permanência

  • Algumas salas controlam tempo de permanência
  • Evita uso prolongado em conexões longas

3. Restrições para convidados

  • Nem todos os acessos incluem acompanhantes
  • Em alguns casos, convidados consomem a cota do titular

4. Prioridade para clientes mais rentáveis

  • Benefícios mais amplos para quem tem maior relacionamento
  • Cartões “de entrada” com menos vantagens

Por que o Bradesco fez isso?

A resposta é simples: custo e superlotação.

Cada acesso a uma sala VIP pode custar entre US$ 27 e US$ 45 para o banco. Com o aumento massivo de clientes com cartões Black, o uso explodiu — e a conta não fechou.

Resultado: restrições para equilibrar o modelo.

Além disso, a medida ajuda a:

  • Reduzir filas
  • Melhorar a experiência dentro das salas
  • Evitar uso excessivo por um mesmo cliente

Leitura Viagem Black

Essa trava não é um caso isolado — é tendência.

O mercado está migrando para um modelo onde:

  • Benefícios são condicionais
  • Uso excessivo é limitado
  • Experiência premium volta a ser controlada

O “lounge hopping” (ficar pulando de sala em sala) praticamente acabou.


Impacto real para o cliente

Quem ganha:

  • Quem usa com moderação
  • Quem valoriza salas menos cheias

Quem perde:

  • Quem fazia múltiplos acessos no mesmo aeroporto
  • Quem usava lounges como “base” em conexões longas

Conclusão

O Bradesco deixou claro: não basta ter o cartão, é preciso usar com estratégia.

A trava de 2 a 5 horas e a limitação de acesso por aeroporto mudam completamente o jogo — e reforçam um movimento que já está acontecendo em todo o mercado.

O acesso às salas VIP continua existindo.
Mas agora, com regras muito mais rígidas.


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