O prefeito do Rio, Eduardo Cavaliere, realizou nesta quinta-feira (5/11) uma vistoria técnica nas obras do PAC Jardim Maravilha, localizadas na Zona Oeste da capital carioca. Com um aporte financeiro de R$ 340 milhões, o projeto surge como uma solução estruturante para o histórico problema de alagamentos na localidade, impactando diretamente a qualidade de vida de aproximadamente 30 mil pessoas.
Tecnologia internacional no combate a cheias
As intervenções, iniciadas em junho deste ano, marcam a segunda fase de um cronograma de melhorias urbanas na região. Um dos destaques da obra é a construção de um dique de 3,4 quilômetros ao longo do Rio Cabuçu-Piraquê. A estrutura, inspirada em modelos holandeses de engenharia, servirá como barreira contra inundações e contará com uma ciclovia na parte superior, unindo segurança e mobilidade.
“Já estamos na segunda etapa, que inclui a urbanização completa, em andamento. É uma obra inédita no Brasil e no Rio de Janeiro: um verdadeiro dique. No Jardim Maravilha, também teremos um piscinão, gerenciado por um dique de engenharia brasileira, inspirado em experiências internacionais”, declarou Cavaliere durante a visita.
Detalhamento das intervenções
O projeto, viabilizado por meio do Novo PAC do Governo Federal em coordenação com o Ministério das Cidades, inclui uma série de melhorias fundamentais para a infraestrutura urbana:
- Implantação de mais de 1.600 metros de novas redes de drenagem, contemplando dez ruas, como Ronda Alta, Novo Brasil e Letícia;
- Construção de três reservatórios abertos com capacidade total para 231 milhões de litros de água;
- Canalização de rios, implantação de jardins de chuva e urbanização de diversas vias.
Impacto prático para a comunidade
A importância dessas obras vai além da drenagem. A prefeitura busca integrar o sistema de esgoto e a pavimentação, transformando o cotidiano dos moradores. A eficácia das medidas de contenção já foi sentida pelos residentes durante as recentes chuvas, que não causaram os danos observados em períodos anteriores.
Vale lembrar que a primeira etapa do projeto foi finalizada em março de 2025, com um aporte de R$ 50,9 milhões em recursos municipais. Naquela fase, a administração urbanizou 27 ruas, pavimentou cerca de 50 mil metros quadrados e realizou a limpeza profunda dos rios locais, removendo mais de 48 mil toneladas de lixo. A execução técnica de todo o cronograma fica a cargo da Fundação Rio-Águas, vinculada à Secretaria Municipal de Infraestrutura.
Com informações de Prefeitura do Rio.


