ENTRETENIMENTO

STJD julgará o caso de injúria racial no Gauchão nesta quinta-feira – LNF

Caso aconteceu no dia 30 de novembro, em Espumoso.
| Foto: ZH

O julgamento sobre o caso de injúria racial no Gauchão de 2024 será julgado nesta quinta-feira (27) pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), às 19h. A expectativa é pelo desfecho da semifinal entre Guarany, de Espumoso, e Atlântico.

O caso já teve várias reviravoltas em dois julgamentos no TJD-RS. Com a briga sendo travada nos tribunais, a competição não terminou em 2024. O STJD chegou a agendar o julgamento para 11 de fevereiro, mas como havia prazo para recurso a equipe de Espumoso recorreu e a sessão foi adiada.

 
 
   

Relembre o caso

O julgamento tem sido muito aguardado para dar fim à competição do ano passado. Guarany e Atlântico se enfrentavam pelo jogo de volta da semifinal, no Ginásio Módulo Esportivo, em Espumoso, no dia 30 de novembro. O Atlântico venceu no tempo normal por 4 a 1 e forçou a prorrogação.

No tempo extra, o placar estava 1 a 1. Até que, faltando 50 segundos para o fim do primeiro tempo, o jogo foi interrompido. Um torcedor do Guarany chamou o goleiro João Paulo, do Atlântico, de “macaco”. Jogadores e comissão técnica do Galo teriam identificado o agressor e alegaram que a segurança do ginásio nada fez para o deter. O time de Erechim resolveu abandonar a quadra antes do fim da partida.

O caso gerou uma grande repercussão. Após a partida, o técnico do Atlântico, Paulinho Sananduva, revelou que alguns atletas estavam chorando no vestiário. O goleiro João Paulo também ficou bastante abalado e registrou boletim de ocorrência ao sair do ginásio. O torcedor foi identificado e a Polícia Civil abriu investigação sobre o caso. Ele foi denunciado por injúria racial, podendo pegar prisão de dois a cinco anos de prisão.

O caso foi parar no Tribunal de Justiça Desportiva (TJD). Em primeira instância, o órgão decidiu punir o Atlântico por ter abandonado a partida com a perda de três pontos e, consequentemente, a eliminação. Com isso, o Guarany ficaria com a vaga, mas teria a perda do mando de quadra de dois jogos, além de multa de R$ 10 mil. O torcedor que ofendeu o goleiro João Paulo, foi proibido de frequentar ginásios por 720 dias.

Os dois clubes recorreram da decisão. O Galo foi contra a eliminação, enquanto o time de Espumoso tentava reverter a perda do mando de quadra. No dia 11 de dezembro, o Pleno do TJD julgou os recursos e absolveu o Atlântico por abonar a partida. Ainda aumentou a multa do Guarany para R$ 20 mil e optou por dar seguimento ao jogo, a partir dos últimos segundos do primeiro tempo da prorrogação, com portões fechados.

Insatisfeitos com a decisão, os clubes voltaram a recorrer. Porém, com a chegada do fim do ano, não havia mais tempo hábil para realizar os jogos, nem mesmo as finais. A Yeesco Futsal, que já estava com a vaga garantida na final e aguardava o desfecho, deu férias para os seus atletas. O STJD entrou em recesso e o caso ficou para 2025.