Vereadores não votam estatuto e professores ameaçam greve

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Nesta terça-feira (19), professores de todo o município estiveram na sessão da Câmara na expectativa da votação do Estatuto do Magistério, que além de diversos pontos,altera a carga horária de trabalho dos professores e auxiliares de desenvolvimento infantil.

Os educadores compareceram em número significativo, ao ponto de ocuparem todos os lugares disponíveis na câmara e ainda restarem diversos profissionais do lado de fora. Os vereadores chegaram a pausar a sessão por 10 minutos para discutir o tema por conta da pressão dos educadores que a todo momento gritavam por “greve”, e impedia o andamento da sessão.

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Após a discussão, o vereador Manoel Lopes (DEM) afirmou ser impossível a votação do projeto nesta sessão, já que o regimento interno diz que é necessário uma análise de 15 dias úteis sobre a pauta. Em seguida, foi acordado tanto pelos vereadores quanto pelos professores presentes, uma reunião de 20 minutos ali mesmo, na intenção de chegar nem um consenso.

“Faz tempo que estão nos enrolando, queremos a aprovação do estatuto porque é justo e muitas outras cidades já têm os benefícios para os professores” declarou uma professora de educação infantil do município.

Os professores compareceram em número significativo (Foto: Rafael Ventura/ Mauá Agora)

Segundo informações, na reunião foi prometido a votação do estatuto na próxima sessão no dia 26 de novembro. No entanto, é necessário a aprovação da pauta nas comissões de justiça, finanças e cultura, sendo que cada uma tem 10 dias úteis para a análise do projeto.

“O vereador não tem como fazer nada daquilo que está fora da lei” disse o vereador Chiquinho do Zaíra (AVANTE).

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