O Ministério Público Federal (MPF) denunciou o prefeito preso, Atila Jacomussi (PSB), e outras nove pessoas por por fraude em licitação, corrupção e formação de organização criminosa ao Tribunal Regional da 3ª Região (TRF-3). Atila está preso desde dezembro do ano passado, quando foi alvo da Operação Prato Feito, deflagrada pela Polícia Federal, onde, supostamente, indicava um esquema de corrupção que envolvia o prefeito e os vereadores da cidade.

A denúncia é resultado dos desdobramentos da Operação Prato Feito, que prendeu Jacomussi pela primeira vez em maio de 2018, onde foi descoberto que o então deputado estadual, Atila Jacomussi, recebeu pagamentos indevidos durante as eleições de 2016 para favorecer empresa em contratos com o grupo do empresário Carlos Zeli Carvalho nos contratos com a administração municipal. Os outros nove indiciados são membros da administração e empresários favorecidos com o esquema.

Segundo o MPF, após Átila ser eleito prefeito, “ele e outros agentes públicos realizaram diversas manobras ilícitas para restringir a competitividade no Pregão nº 24/2017 realizado pela prefeitura de Mauá e que tinha o objetivo de adquirir 48.000 kits de uniformes escolares”, a fim de garantir que empresa vencesse o processo”. Procuradoria afirma que houve superfaturamento de quase 50% do valor das mercadorias adquiridas pela Prefeitura, o que gerou uma dívida de R$ 4 mil reais aos cofres municipais.

Além da condenação, o Ministério Público pede que cerca de R$ 8 milhões sejam devolvidos pelos denunciados. Além disso, também pede a perda de todos os bens e valores relacionados à prática do crime imputado, a perda dos cargos públicos e a inelegibilidade por cinco anos.


O advogado de Atila, Daniel Bialski, disse que foi surpreendido com a denúncia. Ele também nega “novamente e veemente” a participação do prefeito em qualquer ato ilícito.

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