Mauá perderá 33 médicos após saída do programa “Mais Médicos”

Na última quarta-feira (14), o governo de Cuba anunciou a saída do programa social “Mais Médicos”. Segundo nota oficial do governo cubano, o motivo do rompimento foram as declarações do presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), “fazendo referências diretas, depreciativas e ameaçadoras à presença de nossos médicos”. “Diante desta lamentável realidade, o Ministério da Saúde Pública (Minsap) de Cuba tomou a decisão de não continuar participando do programa ‘Mais Médicos’ e assim o comunicou à diretora da OPS (Organização Pan-Americana da Saúde) e aos líderes políticos brasileiros que fundaram e defenderam esta iniciativa”, anunciou a entidade. Os cerca de 8.400 médicos terão até o dia 25 de dezembro para retornarem ao país.

O programa “Mais Médicos” tem 18.240 vagas em 4.058 cidades do País e cobre 73% dos municípios do Brasil. Na região do ABC, Mauá será o município que mais sofrerá com a decisão, já que dos 42 médicos que atuam na cidade pelo programa, 33 são cubanos. Por meio de nota oficial, o governo de Atila Jacomussi (PSB), disse que “com a decisão do governo de Cuba, a administração municipal demonstra preocupação, visto que existe dificuldade de contratação de profissionais médicos para a atenção básica”.

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