Mauá é a única cidade do ABC que enfrenta o crack com alto nível de preocupação

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O crack é uma droga derivada da cocaína que atinge inúmeras pessoas em diversas cidades do Brasil. Somando apenas três cidades da região do Grande ABC (Ribeirão Pires, Mauá e Santo André), é estimado que há 1.964 usuários de crack. Esse levantamento foi feito por um mapeamento feito Confederação Nacional de Municípios (CNM). Mapeamento esse que mostrou que os sete municípios do Grande ABC falham no enfrentamento a droga. Mauá segue como a única cidade onde o tema é classificado como de nível alto de preocupação e, as demais continuam com índice médio de alerta.

A classificação é definida de acordo com os níveis de percepção de circulação da droga e dos problemas que ela causa nas áreas da Saúde, assistência social e Segurança no País. No Brasil, 96% das cidades possuem situação preocupante em relação ao tema. Considerando os demais municípios do ABC, o número de usuários (somado os 1.964) pode ser maior. “O crack está se tornando um flagelo regional, espalhado por diferentes classes sociais e com consequências em diversas áreas, desde Educação e Saúde até a Segurança pública”, avalia Mariana Boff Barreto, consultora do Observatório do Crack da CNM. Reflexo da inexistência de mapeamento no Grande ABC e da falta de ações integradas para o enfrentamento do problema, o consumo de crack tem se expandido nas sete cidades. O número de usuários vindo da capital para os municípios também é visto como grande problema.

Em Mauá e Ribeirão Pires observam que o acolhimento é feito pelo Caps AD (Álcool e Drogas). Em Santo André, além realizar ações de limpeza áreas de concentração de usuários, quando há interesse dos dependentes em atendimento, eles são encaminhados para os serviços de Saúde ou da assistência social, como por exemplo o Centro POP e as unidades de Saúde.

 

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