O atual prefeito, Atila Jacomussi (PSB), ficou 126 dias afastado do cargo após ser preso pela Operação Prato Feito. Admir Jacoumissi (PRP), presidente da Câmara de Vereadores e pai do chefe do Executivo, quer a aprovação de um projeto de lei que estende o período de licença da autoridade máxima do município.

Segundo a Lei Orgânica do Município (LOM), em seu artigo 57º, afirma que o prefeito pode ficar ausente da função por 30 dias. A ideia do atual presidente da Câmara é elevar esse período para 120 dias. Na prática, caso o texto seja aprovado pelo Legislativo, a cidade poderia ficar sem prefeito de fato por quatro meses – sendo governada por interino.

O imbróglio jurídico foi instalado na cidade quando Atila, em maio, embora Admir tenha dado posse interina para a vice-prefeita Alaíde Damo (MDB), dois pedidos de impeachment ao prefeito afastado foram protocolados na Casa sob alegação que o prefeito desrespeitou justamente o artigo 57º da LOM. O socialista ficou 37 dias detido e o restante impedido judicialmente de voltar ao Paço. Para evitar a cassação do filho, Admir se escorou na base de que Atila se ausentou das funções por determinação judicial, não por motivos pessoais. As solicitações de impeachment foram derrubadas pela Câmara. Atila retornou ao cargo no mês passado com liminar do STF (Supremo Tribunal Federal).

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