As eleições presidenciais estão chegando ao fim. No próximo domingo (28), acontece o 2º turno que decidirá o futuro do país e de alguns estados que ainda não elegeram seus governadores. Passa ano, entra ano, a confiabilidade dos eleitores nas urnas eletrônicas diminui, há sempre uma desconfiança se elas são verdadeiramente confiáveis ou não.

Com isso, a equipe do Mauá Agora e do DiárioRP compareceu a uma simulação de votação, no Cartório da 382ª Zona Eleitoral, em Ribeirão Pires. A prática mostra uma votação real e como as urnas são 100% confiáveis. A simulação só pode ser realizada na presença do Chefe do Cartório, de um Juiz Eleitoral e um Promotor Eleitoral. A população também pode comparecer, mas não é de conhecimento geral.

Foto: Daniel Costa/Mauá Agora

Após retirar todos os lacres anti-fraude (lacres mudam de cor ao serem retirados) e ligar a urna, a mesma mostra que ela só funcionará à partir das 7h da manhã do dia 28 de outubro de 2018, data da eleição. Antes da data oficial, apenas simulações podem ser realizadas.

Antes do primeiro eleitor ficar frente a frente com a urna eletrônica, em cada uma das 461 mil seções eleitorais, o presidente da mesa receptora de votos já terá ligado a máquina, entre 7h e 7h30, na presença dos mesários e fiscais de partidos políticos, para emitir o relatório chamado “zerésima”. Esse relatório traz toda a identificação da máquina, comprova que nela estão registrados todos os candidatos e que não há nenhum voto computado, ou seja, a urna tem “zero voto”. Após a impressão da zerésima, o presidente da seção, os mesários e os fiscais dos partidos ou coligações que estiverem presentes devem assiná-la.

Foto: Daniel Costa/Mauá Agora

Após todo o processo de votação, às 17h, o presidente da seção eleitoral deve digitar uma senha na urna para encerrar a votação. Logo após, o equipamento emitirá cinco vias do boletim de urna, com os seguintes dados: total de votos recebidos por cada candidato, partido político, votos brancos, votos nulos, número da seção, identificação da urna e a quantidade de eleitores que votaram na respectiva seção. O boletim e a zerésima são então encaminhados à junta eleitoral. A mídia de resultado, que vem lacrada e a entrada dela também vem lacrada, é enviada diretamente ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para computar os votos.

Lembrando que as urnas não são conectadas à internet, são ligadas por energia elétrica e, caso falte energia, há uma bateria com uma carga de oito horas.

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