A Sessão Ordinária da última terça-feira (25), realizada na Câmara de Vereadores, teve um clima bem tenso, bem diferente das demais sessões. Já não bastasse o adiamento da votação para revogar a polêmica taxa do lixo por quatro sessões, o que revoltou os autores do requerimento Marcelo Oliveira (PT) e Gil Miranda (PRB).

Foto: Daniel Costa/Mauá Agora

O clima mais tenso foi entre os candidatos ao cargo de deputado estadual, Chiquinho do Zaira (Avante) e Ricardinho da Enfermagem (PTB). Na justificativa sobre o adiamentos dos itens, o parlamentar Chiquinho do Zaira disse que não faria o uso da palavra, mas mudou de ideia após o discurso de Ricardinho sobre temas como saúde e segurança. Disse não entender o discurso de alguns vereadores que culpam a gestão de Alaíde Damo (MDB) sobre o caos financeiro instalado em Mauá. O vereador disse que acompanhou de perto e não conseguiu enxergar isso e não acha correto culpar a atual vice-prefeita.

Após outros vereadores falarem, Ricardinho voltou a tribuna e se questionou sobre “qual sessão alguns vereadores se encontram” e na concepção dele, na gestão de Alaíde foi colocado em ordem todas as empresas relacionadas a família Damo. Destacou que posições como essa só tem um nome, mas não falaria em respeito ao plenário. O mesmo ainda voltou a dizer que não consegue entender como alguns vereadores achavam que “tudo estava bem” ou se achavam que “estava tudo em casa”.

Chiquinho voltou usar a palavra e justificou a última fala dele e disse que os demais vereadores o conhecem “bem demais”. Por fim, disse que tinha “dó” da atual gestão por colocar alguém como o vereador Ricardinho como líder de governo dentro da Câmara. Após isso, Ricardinho tomou a palavra e perguntou ao presidente da Casa, Admir Jacomussi (PRP), se havia sido chego algum documento sobre liderança de governo, negado pelo então presidente. Durante a fala do mesmo, Chiquinho ficou debatendo junto ao presidente. Por fim, Ricardinho disse que algumas pessoas fazem a política do Tio Patinhas, um personagem de desenho animado, onde falou “dai-me o seu tesouro, que eu te dou um pirulito”.

Por fim, Chiquinho tomou a palavra e com tom irônico disse que não citou “nome de ninguém e que se precisar do tio patinhas, era só procurar”. Após isso, os dois foram de encontro, trocaram insultos e tiveram que ser contidos pelos outros vereadores. Ricardinho foi levado para outro local da Câmara pois estava visivelmente alterado .

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