Durante a oitiva realizada na CPI da OSs (Organizações Socias) de Saúde, na última terça-feira (4), na Assembléia Legislativa, o presidente da Fundação do ABC, Luiz Mario Pereira Souza Gomes, afirmou que a relação da entidade com a Prefeitura de Mauá “não foi bem cuidada”,ainda deu a entender que a instituição executou serviços com valores maiores ao estabelecido em contrato e que, do outro lado, o município não pagou a quantia original do acordo, fechado em 2015.

Convocado pela CPI para prestar esclarecimentos sobre a atuação da Fundação nos municípios da região metropolitana cujo a entidade tem contrato. Em especial, a relação com Mauá foi um dos temas principais, já que o presidente e relator da CPI, deputados Edmir Chedid (DEM) e Carlos Neder (PT), respectivamente, estiveram no Hospital de Clínicas Radamés Nardini, no mês passado. Um dos temas indagados pelo relator ao presidente da entidade, foi o fato que, durante a visita, os parlamentares souberam que o hospital não conta com superintendente desde junho. “A Fundação, por longo período, fez esforço para manter a demanda da Saúde de Mauá. Sem botar culpa no município, mas constatamos que a relação não foi bem cuidada, de modo que a Fundação passou a executar muito mais do que o contrato previa e o município pagou muito menos do que o necessário. A equação financeira resultou numa situação difícil, com dívida bastante significativa”, ponderou o dirigente.

O contrato assinado em 2015 previa custo de R$ 15,3 milhões ao mês, porém, em diversas vezes os valores eram ultrapassados. Por outro lado, a Prefeitura de Mauá nunca pagou integralmente as parcelas, sendo que, numa das vezes, repassou R$ 6 milhões a menos da verba originalmente acertada.

Crédito: DGABC

 

 

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