O governo da atual prefeita, Alaíde Damo (MDB), voltou atrás e admitiu a construção de transição junto à Fundação do ABC de substituição da gestora da Saúde pública do município, em um processo acompanhado pelo Ministério Público, sem o rompimento do contrato.

Na última terça-feira (28), o secretário de Saúde, Marcelo Lima Barcellos de Mello, protocolou um documento comunicando a Fundação sobre o desinteresse na renovação do contrato inicialmente assinado em 2015, que vinha sendo renovado mensalmente desde fevereiro deste ano, quando o contrato encerrou-se. Segundo o ofício emitido à entidade, o município assumiria todos os serviços do Complexo de Saúde de Mauá (COSAM) a partir do próximo sábado (1), o que assustou a FUABC e gerou “preocupação com a proteção da assistência à Saúde e com a iminente descontinuidade dos serviços, com grave risco à segurança dos pacientes internados e dos atendimentos realizados nas áreas de urgência e emergência.”

Na tarde da última quinta-feira (30), o mesmo secretário foi à sede da FUABC, no início da tarde, se reunir com o presidente da entidade, Luiz Mario Pereira de Souza Gomes, e prometeu apresentar um plano de desmobilização. Depois, Mello foi ao Ministério Público para comentar sobre o planejamento para o futuro da gestão da Saúde da cidade. Após o diálogo com a promotoria, o secretário voltou a entrar em contato com a Fundação para reconhecer e ajustar um TAC (Termo de Ajustamento de Conduta), debatendo uma transição e forma de pagamento do passivo, sem o fim imediato do convênio vigente.

Ainda na última quinta-feira, a Prefeitura lançou um processo de licitação para a próxima Organização Social de Saúde (OSS), que cuidará da Saúde municipal assim que a Fundação deixar os trabalhos. Segundo Marcelo, a contratação levaria, pelo menos, 20 dias.

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