Para comemorar o Dia Mundial da Amamentação, celebrado em 1º de agosto, a Santa Casa de Mauá criou uma campanha para incentivar o aleitamento materno, utilizando personagens reais, como é o caso da nutricionista Ellen Carolina Ferreira e seu filho Pedro Lucca, de apenas seis meses. De acordo com Rogério Borges, gestor de marketing, a ação visa conscientizar o maior número de pessoas sobre a importância do aleitamento.

O leite materno é um alimento completo que fornece vitaminas, cálcio, fósforo, ferro, açúcares, proteínas e outros nutrientes para o desenvolvimento saudável da função renal, intestinal, cerebral e óssea do recém-nascido. Atua como matéria-prima nas transformações do organismo ao longo do crescimento, colaborando para a redução da mortalidade infantil e é considerado um dos maiores complementos imunológicos que atua contra diarreias, infecções respiratórias e alergias.

Segundo a pediatra Maria Izabel Teixeira Anacleto, é importante incentivar a prática da amamentação natural para combater a desnutrição infantil e impulsionar a criação de bancos de leite. “A celebração da data visa suprir a falta de informações sobre o assunto, já que segundo a OMS – Organização Mundial da Saúde, apenas 38% das crianças no mundo alimentam-se exclusivamente de leite materno nos seis primeiros meses de vida. A intenção é que até 2025 esse número chegue a 50%”.

A OMS também recomenda que a amamentação seja mantida até os dois anos de idade; que não seja oferecido outro tipo de alimento para o bebê nos primeiros seis meses, além de amamentar sempre que a criança quiser, chorar ou manifestar fome, não fazer o uso de chupetas e mamadeiras. “A amamentação também estreita os laços afetivos entre mãe e filho. Estudos comprovam que crianças amamentadas por suas mães têm um desenvolvimento melhor e nível de inteligência mais elevado”, explica a pediatra.

No período de amamentação, a mãe deve ter alguns cuidados com a saúde, já que certas substâncias causam efeitos colaterais no bebê. “Amamentar promove muitos benefícios para a mãe como a diminuição do sangramento, ajuda o útero a voltar ao normal, reduz casos de câncer de mama, diminui os riscos de anemia, osteoporose, doenças cardíacas, câncer de mama e de ovário e depressão pós-parto”, orienta a médica. A amamentação só deve ser interrompida no caso de mulheres que sejam HIV positivas ou que estejam passando por quimioterapia ou radioterapia.

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