Tranças, turbantes, limpeza de pele, sobrancelha, dança caribenha e palestra foram algumas formas de apresentar o empoderamento feminino na celebração do Dia Internacional da Mulher Negra Latino Americana Caribenha. O evento que reuniu mulheres de todas as idades e raças foi realizado na Secretaria de Políticas Públicas para as Mulheres, em parceria com o Departamento de Igualdade Racial, nesta quarta-feira, 25/7.

De acordo com a prefeita de Mauá, Alaíde Damo, o intuito era juntar todas as mulheres para discutir os seus pleitos. “O percentual de mulheres negras é maior do que o de mulheres brancas. Tem que haver mais igualdade racial e precisamos lutar por um mundo mais justo”, ressaltou. A professora da Faculdade de Mauá (Fama) e doutoranda de Serviço Social, Eloísa Gabriel, foi a palestrante do dia e apresentou dados que chocaram: “Temos o Estatuto da Igualdade Racial e outros mecanismos que oferecem cotas em concursos públicos e universidades, em contrapartida, no mercado de trabalho ainda ganhamos 58,2% menos do que as mulheres brancas. Isso sem falar nos dados de homicídio, que são cometidos principalmente por causa da nossa cor”. A secretária de Políticas Públicas para as Mulheres, Laura Micaela Demarchi, deu ênfase sobre o mesmo tema: “O Brasil vive uma cultura de negação, dizem que não existe o preconceito racial, temos que lutar contra isso, porque ele é real e oprime a sociedade como um todo”, salientou.
Muitas mulheres compareceram ao evento e aproveitaram as atividades especiais disponibilizadas na celebração. As alunas do programa Qualifica Mauá foram responsáveis por fazer penteados com arranjos de laços e flores, assim como o Departamento de Igualdade Racial que disponibilizou mão de obra para a confecção de turbantes e outros serviços.
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