A Prefeitura abriu conversas com o Estado para tentar ajuda financeira nos custos do Hospital de Clínicas Radamés Nardini. O equipamento tem custo mensal médio de R$ 9,5 milhões, e a alegação da administração é que por atender pacientes de diferentes cidades, o aporte de recursos estaduais e federais deveria ser mais efetivo.

Segundo o Paço, atualmente o hospital recebe repasse estadual de R$ 950 mil ao mês. Do governo federal chegam mensalmente outros R$ 4,3 milhões. A Prefeitura tem buscado parceria dos governos estadual e federal para mais apoio nesse custeio, uma vez que o hospital não atende somente a população de Mauá. Segundo a administração, de janeiro a maio deste ano, dos 5.133 atendimentos prestados, 892 foram para munícipes das cidades de Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Ribeirão Pires, Rio Grande da Serra, Suzano, Ferraz de Vasconcelos, Mogi das Cruzes, Vargem Grande Paulista, Carapicuíba, Franco da Rocha, Santos e Montes Claros, além de São Mateus, bairro de São Paulo,. Nesse período, a maior parte dos pacientes veio de Ribeirão Pires (409), Rio Grande da Serra (262) e São Paulo (115).

Recentemente, a Prefeitura junto com a Fundação do ABC, empresa que cuida da saúde do município, fechou as portas do Pronto-Socorro do hospital, o tornando referenciado apenas para casos de urgência, ginecologia, psiquiatria e ortopedia e também cancelou cirurgias eletivas (agendadas e que não são de urgência) também foi uma das decisões no controle dos gastos, adotada em junho. A Prefeitura, por sua vez, decretou estado de calamidade financeira devido ao caos financeiro.

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