Sabesp deve ser convocada para esclarecimentos sobre falta de água

Na Sessão ordinária da última terça-feira (13), um requerimento feito pelo vereador Francisco Esmeraldo Carneiro, o Chiquinho do Zaíra (Avante), foi aprovado por todos os demais parlamentares. Neste documento, Chiquinho requer que a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) seja convocada para prestar esclarecimento sobre a falta de água no município.

Apesar da aprovação de todos companheiros de plenário e do apelo popular por conta da falta de água tratada no município e nas casas, a data para sabatina da empresa ainda não foi marcada. A Sabesp, atualmente, teria obrigação de repassar a água para a equipe de Saneamento Básico do Município de Mauá (Sama), fato que, ultimamente, segundo munícipes, não estaria acontecendo.

Chiquinho teria relatado que a falta de água nos bairros e na cidade tem deixado situação preocupante e que, antes, o problema era apenas nos bairros mais altos mas agora estaria recebendo reclamações de muitos lugares. Ainda de acordo com o vereador, o requerimento serviria para tratar sobre o pagamento feito mensalmente pela Sama, que daria um total de R$ 200 mil reais. Segundo Chiquinho, os parlamentares e população não sabem quais são os critérios de pagamento e gostariam de deixar claro.

No ano passado, Sama e Sabesp tentaram realizar o abatimento de dívidas e uma das hipóteses colocadas havia sido a gestão compartilhada da água no município. Porém, a proposta não teria ido para frente.

Já o Prefeito Atila Jacomussi (PSB), teria proposto pagamento de forma escalonada da fatura integral emitida pela empresa, por conta da venda de água no atacado. Atualmente, esta, representa, em média, 4% de todas as mensalidades. De acordo com o plano de Atila, a Sama iria iniciar pagando 20% do total e aumentaria esse índice de maneira gradativa até que chegasse aos 100%, o que ocorreria apenas em 2023. A Sabesp rejeitou essa proposta e o impasse continua até hoje.

 

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