Vereador pede CPI para investigar gastos, em Mauá

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Movido pelo apelo popular e denúncias relacionadas ao gastos do município de Mauá com os enfeites de natal realizados no ano passado, o vereador Francisco Esmeraldo Carneiro, o Chiquinho do Zaíra (Avante), apresentou um requerimento na sessão da última terça-feira (27) solicitando uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar os gastos da administração pública.

No entanto, o edil não conseguiu o número necessário de assinaturas para a abertura da comissão, visto que apenas o vereador Marcelo de Oliveira (PT) apoiou Chiquinho. Com isso, o ato ficou apenas marcado como estopim para uma ida de Francisco para a oposição ao prefeito Atila Jacomussi (PSB), já que, além destes, teve outros cinco requerimentos rejeitados em uma ação que, segundo o parlamentar, foi orquestrada pelo governo, na Sessão da terça-feira anterior (20).

“Do jeito que estão fazendo [o governo], na realidade, estão querendo que eu vá para a oposição mesmo. Se é pra ser oposição, já estou pegando minha mudança”

– Disse Chiquinho.

Já o líder de governo, Fernando Rubinelli (PDT), negou que o movimento dos vereadores da base para rejeição dos requerimentos fosse organizado. Em contra-partida, o Secretário de Governo, João Gaspar, teria relatado que a situação era boa para deixas as claras quais são as posições.

Na próxima Sessão Ordinária, marcada para esta terça-feira (06), Chiquinho deve colocar para votação, em formato de requerimento, a criação de uma Comissão Especial de Acompanhamento, sobre este mesmo tema. O tema deve ser discutido e votado no plenário. Para abertura da CPI são necessárias assinaturas de um terço dos vereadores.

Confirmação através das redes sociais

Nas redes sociais, o vereador Chiquinho, respondendo comentários de munícipes, reafirmou que se declarou como oposição após ter seus requerimentos vetados:

“Somente após ter meus requerimentos que visavam esclarecimentos de ações do Poder Executivo vetados, foi que me declarei como oposição”

– Disse.

Anteriormente, segundo o mesmo, atuava de maneira independente na Câmara Municipal.

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